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Saturday, March 29, 2008

Dói-me não te ter como me doía ter-te.

Créditos: Fernando Figueiredo


Rasgo a minha pele suavemente, sem medo da dor, só pela curiosidade perversa de me ver sangrar. Sorrio. Mas...

Mas há muito não sangro. Há muito não sangro, pois a dor me sugou até à última gota...


Dói-me não te ter como me doía ter-te.


A cada posse me doías mais dentro dentro mim, entranhado, como um prazer inusitado e inegável que chegava e me abarcava completa e cabalmente como uma primeira vez inesgotável.

A cada olhar, a cada acto cúmplice, a cada afirmação de união desigual, me doías.

A cada simples gesto, a cada toque, a cada beijo sentia pulsar o fim do tudo que te tornavas e do nada que deixavas.

Chegavas de braços abertos que cingiam o corpo inerte, frágil demais, e davas tudo. Partias de costas voltadas, sem uma única hesitação levando o tudo da chegada deixando o nada da partida anunciada...


Dói-me não te ter como me doía ter-te.


Agora, não te tenho mais.

Mas, pelo menos, não sangro, pelo menos não abraço mais o vazio que abraçava quando te despedias com promessas de mais "tudo". Não sangro e não tenho mais "nadas", porque era um grande nada que eras.

O meu nada mais precioso. Morreu. Morreste. Agora sim. Adeus.

Saturday, March 22, 2008

"O amor não basta."

Entre mim e um amigo:

Ele - Sabes, às vezes é bom exorcizar isso tudo que nos vai na alma...
Eu - Exorcizar como?
Ele - Escrevendo, gritando, nadando, tudo isto feito com fúria , muita fúria.
Eu - Pois.. :( Tenho de ver isso.
Ele - Sexando também dá resultado!
Eu - Luís és uma bomba! Isto só me ajuda a ver que a frase "O amor não basta." faz todo o sentido. Mas neste sentido: o gostarmos de alguém não quer dizer que a pessoa nos faça bem.
Ele - Claro que o amor não basta. Nalgumas relações vai bastando.
Eu - Lá está!

Ah pois é...

Sunday, March 02, 2008

Abro os olhos bem de mansinho, temendo a luz da realidade, para fechá-los logo de seguida no seu túmulo escuro. Encolho-me na cripta almofadada. Não gosto da ideia de ter de remexer nas cinzas do meu corpo e reviro-me tentando afastar o cenário que me espera - o renascimento para o dia hediondo, para os sons humanos que exasperam o meu espírito maligno...
Ergo-me e sinto o frio do soalho.
Reconheço-me no espelho em frente e adivinho que hoje nao será um bom dia. Não não é um bom dia para alguém acordar. Não é um bom dia definitivamente, para se continuar vivo. Para se continuar humano, mortal, lívido ao espelho, frio nos membros. Cansado, mortal. Mortal e cansado... Mortal.
...